segunda-feira, 28 de julho de 2008

Deus já está na escola

Philip Yancey, no seu livro “Descobrindo Deus nos lugares mais inesperados”, relata a história de Joana que, depois de lutar contra o regime do Apartheid na África do Sul, viu o regime se desfazer, mas não se deitou em berço esplêndido. Foi trabalhar no pior presídio de seu país. Os 279 atos violentos caíram para dois no ano seguinte. Como ela fez isso? “Bem, Philip, Deus já estava na prisão. Tive apenas que torna-lo visível.”

Fiquei pensando nessa verdade. De fato, Deus já está na escola, por pior que ela seja, por mais paradoxal que isso possa parecer. Ao estipularmos alvos para o trabalho nas escolas, é comum usarmos a expressão “precisamos levar Jesus para as escolas”. Errado. Ele já está lá. Como? Através das boas dádivas que vêm do Alto, dos crentes que ali trabalham, das orações silenciosas que são feitas, das boas ações praticadas, do trabalho honesto, do aprendizado, do crescimento, da Sua Palavra, mesmo que esquecida num canto da biblioteca, das árvores, dos pássaros, que insistem em cantar apesar da “selva de pedra”. Pregar o evangelho é nada mais nada menos que dar a Boa Notícia, ou seja, tornar visível aquilo que, para muitos, ainda é invisível. É mostrar o Deus conosco, perto, próximo, que se manifesta através de grandes feitos, mas também na singeleza do nosso cotidiano. É deixar claro que a vida é repleta de “bilhetinhos de amor do Pai”. Aliás, a própria vida é um dom de Deus.

Estou em paz! Não precisamos alcançar 2400 escolas em Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, etc e etc. Jesus já as alcançou. Precisamos apenas torná-lo visível em cada uma delas. E para que isto aconteça é necessário primeiro “levantar os olhos e ver o campus que está branco para a colheita”.

Faço agora, em nome do Senhor da MPC, uma santa convocação à Geração Compromisso, líderes e Déboras: tornemos Jesus visível nas escolas do Brasil. Que cada estudante nessa cidade saiba que só o Senhor é Deus e não há outro. Diga o fraco: eu sou forte. É para isso que fomos chamados. Sejamos obedientes à visão e missão que o Senhor nos deu. Gastemos o melhor de nós mesmos: tempo, talentos e recursos na evangelização de jovens e adolescentes. O Senhor os ajuntou nas escolas e Ele mesmo já está lá esperando por nós. Mãos à obra!

Marcelo Gualberto
Diretor Executivo Nacional
MPC Brasil

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